As projeções climáticas para o ciclo 2026/2027 indicam alta probabilidade de formação de um evento El Niño entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Alguns modelos apontam inclusive a possibilidade de um fenômeno de intensidade forte, com seus efeitos mais marcantes ocorrendo entre outubro de 2026 e janeiro de 2027.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global, modificando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Para o produtor rural brasileiro, isso significa um aumento dos desafios relacionados à disponibilidade hídrica, manejo de pastagens, produção agrícola e bem-estar animal.
Como o El Niño afeta cada região do Brasil?
Norte e Nordeste: risco elevado de seca
As regiões Norte e Nordeste costumam registrar redução das chuvas durante episódios de El Niño. Como consequência, há diminuição dos níveis dos rios e menor disponibilidade de água para irrigação, além de maior pressão sobre as pastagens.
Em algumas áreas, os déficits hídricos podem comprometer severamente a produção de forragem e reduzir a capacidade de suporte das áreas de pastejo. Também aumenta o risco de queimadas e incêndios florestais.
Centro-Oeste e Sudeste: calor intenso e baixa umidade
Nas regiões centrais do país, o principal impacto tende a ser a combinação entre altas temperaturas, períodos secos mais prolongados e queda da umidade relativa do ar.
Esse cenário favorece a ocorrência de veranicos, reduz o crescimento das forrageiras e aumenta a evaporação da água do solo. Além disso, o estresse térmico pode afetar diretamente o desempenho dos animais, reduzindo consumo de matéria seca, ganho de peso e eficiência produtiva.
Sul: excesso de chuvas e dificuldades operacionais
Enquanto grande parte do país enfrenta calor e seca, a Região Sul tende a registrar chuvas acima da média.
O excesso de precipitação pode dificultar operações agrícolas, atrasar plantios, prejudicar colheitas e aumentar os riscos de erosão, alagamentos e doenças associadas à elevada umidade.
Quais os impactos do El Niño na pecuária?
Independentemente da região, o principal desafio para os pecuaristas é manter a oferta de forragem durante os períodos de estresse climático.
O atraso das chuvas, os veranicos prolongados e as temperaturas elevadas reduzem a velocidade de crescimento das pastagens, diminuindo a disponibilidade de alimento para o rebanho.
Quando a produção de forragem cai, ocorre redução da capacidade de suporte da fazenda, aumento da necessidade de suplementação e menor ganho de peso dos animais.
Além disso, o calor excessivo provoca estresse térmico. Nessa condição, o gado tende a reduzir o consumo de alimento para diminuir a produção interna de calor, comprometendo ainda mais o desempenho produtivo.
Como preparar o pasto para enfrentar o El Niño?
Embora não seja possível controlar o clima, é possível reduzir seus impactos por meio de um planejamento forrageiro mais eficiente.
A escolha de cultivares adaptadas a condições adversas torna-se um dos fatores mais importantes para manter a produtividade durante períodos de seca e calor intenso.
O Mavuno foi desenvolvido justamente para entregar desempenho superior em ambientes desafiadores. Seu sistema radicular profundo pode atingir até 4 metros de profundidade, permitindo que a planta explore camadas mais profundas do solo em busca de água e nutrientes.
Essa característica contribui para uma maior tolerância aos períodos de estiagem, favorece a persistência da pastagem e acelera a recuperação após o retorno das chuvas.
Além da robustez, o Mavuno oferece elevado valor nutricional, podendo alcançar até 21% de proteína bruta quando manejado adequadamente. Sua alta palatabilidade e produção de massa seca, que varia entre 20 e 25 toneladas por hectare ao ano, ajudam a sustentar o desempenho animal mesmo em cenários climáticos mais desafiadores.
O momento de se preparar é agora
Eventos climáticos extremos tendem a aumentar a pressão sobre os sistemas produtivos. Por isso, antecipar decisões relacionadas ao manejo e à formação de pastagens pode fazer toda a diferença nos resultados da próxima safra.
Investir em uma forrageira mais resiliente é uma das estratégias mais eficientes para proteger a produtividade da fazenda, preservar a capacidade de suporte e reduzir os impactos das oscilações climáticas causadas pelo El Niño.
Quer saber como o Mavuno pode ajudar sua propriedade a enfrentar os desafios do El Niño?
